O núcleo da célula – parte 2

4- Cromatina:

         É constituído por filamentos de DNA associados a proteínas e enrolados em espiral. É o maior depósito de DNA da célula, contendo a quase totalidade da sua informação gené­tica. É também em nível de cromatina que ocorre a síntese dos RNAs mensageiro, transpor­tador e ribossômico.

       o termo cromatina (croma, cor) designa, com exceção dos nucléolos, toda a porção do núcleo que se cora e é visível ao microscópio óptico. Em células eucariontes, o DNA está complexado com proteínas específicas, constituindo a cromatina. Sua organização é dinâmi­ca, pois se altera de acordo com a fase do ciclo celular e com o seu grau de atividade. No núcleo em divisão (mitose ou meiose), a cromatina está altamente compactada, constituindo os cromossomos. A disposição da cromatina dentro do núcleo e o seu grau de condensação variam de um tipo celular para outro, e são característicos de cada tipo celular.

4.1- A cromatina é fortemente basófila

         As proteínas que se associam ao DNA para formar a cromatina são classificadas em histonas e nào-histonas. Além disso, sempre que a cromatina é isolada, encontra-se peque­na quantidade de RNA associado a ela. O DNA, segundo o modelo de Watson e Crick, é constituído por duas cadeias de poli-nucleotídeos complementares e antiparalelas, que se associam por pontes de hidrogênio, formando uma dupla hélice com diâmetro de 2nm. A quantidade de DNA por núcleo varia de espécie para espécie e é característica de cada espé­cie. Essa quantidade, expressa em pares de bases (pb), é chamada de valor C. Nos núcleos das células eucariontes, os valores de C variam de 107 até 1011pb. As células somáticas, di­ploides, têm um conteúdo 2C de DNA, enquanto os gametas, que têm um conteúdo de DNA reduzido à metade, apresentam uma quantidade C de DNA. Entre os vertebrados existem ex­ceções entre o nível evolutivo e o conteúdo de DNA, e o caso mais evidente é o de certos urodelos, com teor umas 30 vezes superior ao humano. Nos peixes pulmonados, também se encontram altas taxas de DNA, e, em ambos os casos, se desconhe­ce o significado biológico desse fenômeno. Essa discrepância na quantidade de DNA entre os organismos foi chamada de paradoxo do valor C. O paradoxo do valor C é uma conse­quência direta da comprovação de que a quantidade de DNA nas células dos vertebrados está acima do teor mínimo necessário para armazenar a informação genética da espécie. O RNA associado à cromatina representa 3% da sua composição e é constituído, basicamente, de cadeias de RNA nascentes, que ainda estavam associadas à fita molde do DNA no momento em que a cromatina foi isolada. As histonassão principais componentes proteicos da cromatina, uma vez que participam da arquitetura molecular das fibras cromatí­nicas. Devido a sua íntima associação com o DNA, as histonas são proteínas bastante está­veis, não sendo renovadas constantemente, como a maioria das proteínas celulares.

Nem todos os radicais fosfatos estão neutralizados pelas histonas, o que confere à cromatina um caráter ácido, isto é uma grande capacidade para ser corada por corantes bási­cos, propriedade denominada basofilia.

             Existem cinco tipos de histonas, classificadas de acordo com seu teor em lisina e/ou argini­na: HI, H2A, H2B, H3 e H4. As histonas H2A, H2B, H3 e H4 são moléculas menores, com 102 a 135 aa. As histonas H3 e H4 apresentam sequências idênticas em organismos tão dis­tintos quanto a ervilha e o boi, sugerindo que elas desempenham funções idênticas em todos os eucariontes.

Além das proteínas básicas, a cromatina contém proteínas não histônicas, dentre as quais muitas proteínas acídicas. As proteínas não histônicas do núcleo podem encontrar-se ligadas ao DNA ou dispersas no nucleoplasma. As células metabolicamente mais ativas, como os neurônios e as células glandulares, apresentam alto teor de proteínas nãohis­tônicas.

Do ponto de vista das suas atividades funcionais, é possível distinguir os seguintes grupos:

a) Proteínas que participam da estrutura dos cromossomos. São mais de 30 proteínas que têm essa função de que colaboram na disposição e compactação do DNA nos cromosso­mos.

b) Proteínas relacionadas com os processos de replicação e reparo do DNA (DNA-polimerases, helicases, topoisomerases).

4.2- Estrutura molecular da cromatina

A unidade estrutural básica da cromatina foi denominada de nucleossomo. O nucleos­somo é uma partícula de forma cilíndrica achatada, com 10 nm de diâmetro e 6 nm de altu­ra.

 

        

Nucleossomo – O DNA em dupla hélice enrola-se em torno do octâmero formado por duas molécu­las de cada uma das histonas H2A, H2B, H3 e H4, constituindo o centro do nucleossomo. A histona Hl liga-se externamente ao centro do nucleossomo e ao DNA de ligação, constituindo o nucleosso­mo.

              Cada nucleossomo é constituído por 200 pares de bases (Pb) de DNA associados a um octâmero de histonas e a uma molécula de histona H1. O octâmero é formado por duas moléculas década uma das histonas H2A, H2B, H3 e H4. A molécula de H1 se associa ex­ternamente ao DNA que envolve o octâmero. A histona H1 de um nucleossomo liga-se, atra­vés de sua extremidade amino-terminal, à extremidade carboxila-terminal da H1 do nucleos­somo adjacente em um arranjo “cabeça-cauda”. A histona H1 parece, no entanto, participar também do processo de compactação, uma vez que a sua fosforilação, durante a prófase, de­termina a condensação dos cromossomos.

5- Núcléolo

              Os nucléolos são estruturas esféricas e não envolvidos por membrana. Eles são facil­mente vistos ao microscópio de luz, graças ao seu tamanho, que pode variar de 1 até 7 Mm, de acordo com o tipo de estado funcional da célula. O tamanho dos nucléolos está, em geral, relacionado com a intensidade da síntese proteica que ocorre no citoplasma. Apesar de

existirem núcleos com dois ou mais nucléolos, geralmente é único.

5.1- Diversidade estrutural do nucléolo

              Nucléolo pequeno, em forma de anel, são encontrados em células que produzem pou­cos ribossomos, como os linfócitos e monócitos do sangue. Na maioria dos nucléolos, os três componentes apresentam um arranjo concêntrico. O centro do nucléolo aparece pouco corado quando visto ao microscópio eletrônico. Os centros fibrilares são envolvidos, total

ou parcialmente, pelo componente fibrilar denso, onde são encontradas moléculas de rRNA e as enzimas envolvidas na montagem pós-transcricional das subunidades ribossômicas. O nucléolo tem por função a organização dos ribossomos. Quanto maior o seu número e tama­nho, maior é a síntese proteica da célula. A porção fibrilar densa é mais central e é

formada por RNAr e proteínasribossomais. A porção granular é mais periférica e é formada por subunidades ribossômicas em formação. A região organizadora do nucléolo é a cromati­na associada ao nucléolo, que na divisão encontra-se nos satélites dos cromos somosacro­cêntricos.Não é uma estrutura compacta, pois nota-se a invasão do nucleoplasma. Forma os ribossomos a partir das proteínas ribossômicas, que são importadas do citoplasmae se asso­ciam com o RNAr.

6- Glossário

  • Gene: segmento de DNA responsável pela produção de uma cadeia polipeptídia e de RNA.

  • Replicação do DNA: processo de síntese de uma molécula de RNA tendo como mol­de uma fita de DNA.

  • Transcrição: processo de síntese de uma molécula de RNA tendo como molde uma fita de DNA.

  • Processamento do RNA (Splicing): mecanismo de retirada de partes da molécula de RNA que não serão traduzidas em proteínas.

  • Tradução: processo de síntese de proteínas

O núcleo da célula – parte 1

O Núcleo da Célula 

  • A presença do núcleo é a principal característica da célula eucarionte.
  • O núcleo interfásico tem alta atividade metabólica.
  • As células podem apresentar um, dois e até vários núcleos.
  • A forma do núcleo geralmente acompanha a forma da célula.
  • O envoltório nuclear é constituído por duas membranas e um número variável de po­ros que controlam o trânsito de moléculas.
  • As proteínas nucleares são sintetizadas nos polirribossomos citoplasmáticos, porém com um sinal que marca sua destinação.
  • A unidade básica da cromatina é o nucleossomo, constituído por DNA e proteínas histônicas.
  • Os dois tipos de fibras cromatínicas presentes no núcleo interfásico têm 10 e 30 nm de diâmetro.
  • O núcleo é o local de síntese do RNA ribossômico e de montagem das subunidades ribossômicas.
  • Os cromossomos são resultantes da compactação da cromatina.

                                                    

Formação do núcleo: envoltório nuclear, cromatina, nucléolo e nucleoplasma.

            A presença do núcleo é a principal característica que distingue uma célula eucarionte de uma procarionte. A maior parte da informação genética da célula está acumulada no DNA (ácido desoxirribonucleico) do núcleo, existindo apenas uma pequena porção fora dele, nas mitocôndrias e cloroplastos. Além de conter a informação genética da célula, o nú­cleo controla o metabolismo celular através da transcrição do DNA nos diferentes tipos de RNA. Os RNAs (ácido ribonucleico) são traduzidos em proteínas, os efetores finais da in­formação genética.

            O ciclo de vida da célula é dividido em duas fases principais: a mitose e a interfase. Na mitose ocorre a divisão da célula. A interfase é o período entre duas divisões. De acordo com a fase em que a célula se encontra, distinguem-se o núcleo interfásico e o núcleo mi­tótico.

O DNA, durante a interfase, pode atuar de duas maneiras:

  1. autoduplicando-se, através do processo de replicação;

  2. transcrevendo sua informação em moléculas de RNA, que por sua vez, serão traduzidas em proteínas.

                          

2- Envoltório nuclear:

        o envoltório nuclear separa o conteúdo do núcleo do citoplasma, sendo responsável pela manutenção do núcleo como um compartimento distinto.

        o envoltório nuclear tem uma estrutura complexa, sendo constituído por duas unida­des de membrana, cada uma com 5 a 6 nm de espessura, limitando uma cavidade, a cisterna perinuclear, que tem de 10 a 50 nm de espessura. A membrana interna apresenta , na sua face nucleoplasmática, um espessamento chamado de lâmina nuclear.

            A membrana do envoltório são lipoproteicas, apresentando em torno de 30% de lipí­dios e 70% de proteínas, entre as quais algumas glicoproteínas (substância que contêm em sua estrutura uma parte proteica e outra glicídica, ex. Glicopeptídio e proteoglicano). Cerca de 90% dos lipídios são fosfolipídios (produtos de condensação de lipídios com ácidos fos­fórico) e os 10% restantes são triglicerídeos(óleos e gorduras), colesterol e ésteres de coles­terol. 

2.1- O envoltório nuclear possui poros 

            Ele é interrompido por poros, que se formam pela fusão da membrana nuclear interna com externa, permitindo o trânsito de macromoléculas entre o núcleo e o citoplasma. O in­tercâmbio núcleo-citoplasma é seletivamente regulado, pois os poros não são orifícios que permitem o livre trânsito de macromoléculas. Associadas a eles foram vistas, ao microscó­pio eletrônico, estruturas granulares eletro-densas que constituem, no seu conjunto, os com­plexo de poro. Eles são constituídos por dois anéis que têm um arranjo octogonal e estabele­cem o perímetro do poro. Um deles está ligado à superfície nuclear e o outro à superfície ci­toplasmática do envoltório. Cada anel é ancorado na bicamada lipídica, nos pontos em que as membranas interna e externa estão fundidas. Acredita-se existirem cerca de 100 proteínas diferentes constituindo esses componentes do complexo de poro. Elas são coletivamente denominadas nucleoporinas, uma parte das quais já foi identificada.

 Obs.: As proteínas nucleares acumulam-se no núcleo: RNA polimerase, DNA polimerase, As Histonas: conserva o DNA no processo de replicação.

            As proteínas próprias do núcleo são sintetizadas no citoplasma com um sinal de lo­calização nuclear, constituído por um segmento de 4-8 aa, rico em lisina e arginina. Essas proteínas marcadas para destino nuclear atravessam os complexos de poro por um mecanis­mo que consome energia fornecida pelo ATP e pelo GTP. O sinal nuclear específico é reco­nhecido por uma proteína citoplasmática, a importina, que se liga à proteína a ser transportada e estabelece a sua ligação com o complexo de poro, promovendo a sua translo­cação através do poro.  Após o transporte, a importina se desliga da proteína e retorna ao ci­toplasma, onde pode ser utilizada em novo processo de importação. Os RNAs transcritos no núcleo que desempenham sua função no citoplasma, ou seja, o mRNA, tRNA e rRNA, são exportados como complexos RNA-proteínas. Os sinais que dirigem a exportação nuclear podem estar presentes nos próprios RNAs ou nas proteínas. As moléculas de mRNA estão complexadas com cerca de 20 proteínas, formando as ribonucleoproteinas nucleares hete­rogêneas ou hnRNPs. Pelo menos uma dessas pode conter um sinal de exportação nuclear e atuar como transportadora do mRNA durante sua exportação para o citoplasma.

2.2 – A lâmina nuclear é constituída pelas proteínas laminas

         Associada à superfície interna do envoltório nuclear, encontra-se a lâmina nuclear, uma rede fibrosa com 10-20 nm de espessura. Na maioria das células de mamíferos, a lâmi­na nuclear é constituída pelas proteínas laminas (pronuncia-se lamína) A, B e C.Essas pro­teínas não são intrínsecas (ligado) à membrana interna, mas a lamina B possui uma porção lipídica que se insere na bicamada, e a essa proteína se associam as laminas A e Cproteínas intrínsecas da membrana nuclear interna auxiliam na organização dos filamentos de laminas em uma rede fibrosa.

3- Nucleoplasma

          O nucleoplasma é um material amorfo que preenche o espaço nuclear entre a croma­tina e os núcleos. Contém proteínas, algumas com atividades enzimática, metabólitos e íons. É constituído por uma solução aquosa de proteínas, RNAs, nucleosídeos, nucleotídeos e íons, onde estão mergulhados os nucléolos e a cromatina. A maioria das proteínas presentes no nucleoplasma são enzimas envolvidas com a transcrição e com a duplicação do DNA, como as DNA-polimerases, RNA-polimerases, topoisomerases, heli­cases, entre outras.

                                                          

Um nucleosídeo é a molécula formada por uma das quatro bases do DNA ligada co­valentemente à posição C1‘ de um açúcar. Nos desoxinucleosídeos o açúcar é a 2′-desoxirri­bose. Nos ribonucleosídeos o açúcar é a ribose. Os nucleosídeos diferem dos nucleotídeos por não possuírem grupos fosfato. Um nucleotídeo é um nucleosídeo com um ou mais gru­pos fosfato.

                    

  1. Uma pentose: ribose ou desoxirribose.
  2. Ácido fosfórico.
  3. Uma base nitrogenada, que pode ser uma destas cinco: adenina, guani­na, citosina, timina ou uracila.

           Associação das técnicas de extração, fracionamento e microscopia eletrônica sugere que existe uma estrutura fibrilar formando um endoesqueleto nuclear, a matriz nuclear. Essa estrutura é constituída por três componentes: a lâmina nuclear, a estrutura nucleolar e uma rede fibrilar interna, que seria a matriz nuclear. A matriz nuclear tem a função de anco­rar as alças cromatínicas, as enzimas envolvidas no transporte dos RNAs.

Dicionário de Biologia Q – Z

Dicionário de Biologia

Q

  • Queratina: proteína fibrosa presente nos animais vertebrados; material que forma as unhas, garras e pêlos e impregna a superfície da epiderme.
  • Quimiossíntese: síntese de matéria orgânica realizada por bactérias sem aproveitamento da luz solar, mas utilizando a energia de alguma reação exotérmica.
  • Quimiotactismo: movimento de locomoção envolvendo seres vivos, unicelulares ou partes da célula, causado por estímulo químico.
  • Quitina: substância que confere rigidez e resistência ao exoesqueleto dos artrópodes; é também encontrada em fungos. Do ponto de vista químico, é um polissacarídeos nitrogenado.

R

  • Répteis: classe do subfilo dos vertebrados, cujos representantes apresentam pele coberta de escamas ou placas ósseas.
  • Resistência: capacidade adquirida por mutação, que alguns seres passam a revelar, e que os torna indenes às substâncias que, antes, lhes eram letais.
  • Retículo endoplasmático: sistema de endomembranas no citoplasma de células dos eucariontes.
  • Retina: região do olho sensível à luz.
  • Retrocruzamento: técnica que consiste em se cruzar um indivíduo portador de caráter dominante, cujo genótipo se deseja determinar, com outro portador de caráter recessivo.
  • Rodófita: alga vermelha.
  • Rotífero: asquelminto microscópico de habitat aquático. Apresenta, na extremidade anterior do corpo, uma ou mais coroas de cílios em constante movimento vibrátil, dando a impressão de um roda girando.
  • Rúmen: o maior dos quatro comprimentos do estômago dos ruminantes.

S

  • Sacarase: enzima que desdobra a sacarose em glicose e frutose.
  • Sacarose: açúcar predominante na cana-de-açúcar.
  • Saco embrionário: estrutura presente no óvulo das plantas fanerógamas; origina-se a partir do desenvolvimento do megásporo funcional.
  • Seleção natural: conjunto de fatores ambientais capazes de interferir na capacidade de sobrevivência e de reprodução de seres vivos.
  • Semipermeável: diz-se da membrana ou parede através da qual pode ocorrer osmose, mas que impede a mistura livre dos fluidos entre os quais se acha interposta.
  • Séssil: diz-se do ser vivo fixo a um substrato (local).
  • Simbiose: segundo alguns autores, designa os casos de relações interespecíficas harmônicas, com benefícios mútuos entre os seres vivos. Para outros, é uma associação estreita e permanente entre organismos de espécies diferentes.
  • Simetria bilateral: as metades direita e esquerda do corpo são imagens especulares uma da outra.
  • Simetria radial: qualquer corte passando pelo eixo do corpo, divide-o em metades que são imagens especulares uma da outra.
  • Sinapse nervosa: região de contato entre neurônios.
  • Somático: relativo ao corpo.
  • Soros: estruturas presentes nas folhas férteis de pteridófitas; contêm os esporângios onde se formam os esporos.
  • Suberina: substância impermeável presente nas paredes das células do súber.
  • Substrato: substância sobre a qual a enzima tua, convertendo-a em um ou mais produtos.

T

  • Tactismo: movimento de pequenos organismo que, livres em um dado meio, se orientam de acordo com a direção de um estímulo externo.
  • Talassemia: tipo de anemia característico das populações mediterrâneas.
  • Taquicardia: batimento mais rápido do coração, acima do ritmo normal.
  • Taxonomia: ramo da ciência biológica que estuda a classificação e denominação dos seres vivos.
  • Tecido: um conjunto de células semelhantes, que executam uma mesma função.
  • Telolécito: ovo com grande quantidade de vitelo.
  • Tendões: estruturas que prendem os músculos aos ossos.
  • Tétrade: cromossomos homólogos duplicados em cromátides-irmãs e pareados.
  • Tiflosole: dobra dorsal no intestino de alguns anelídeos.
  • Tilacóide: elemento unitário que forma o granum.
  • Tonoplasto: membrana que limita o vacúolo.
  • Tradução: mecanismo de produção de proteínas a partir do RNAm.
  • Transcrição: síntese de RNA ao longo da cadeia de DNA; ocorre no núcleo.
  • Traquéias: tubos revestidos de quitina, que conduzem o ar diretamente para as diferentes partes do corpo dos insetos.
  • Traqueófita: planta vascular.
  • Trematóides: uma das classes de platelmintos que reúne vermes parasitas, como o esquistossomo.
  • Trombo: coágulo sanguíneo que se forma dentro dos vasos do sistema circulatório.
  • Tropismo: movimento orientado das plantas em resposta a certos estímulos ambientais, como a luz e a força gravitacional.
  • Turbelários: classe de platelmintos que reúne as planárias e as geoplanas.

U

  • Umbrófita: diz-se da planta adaptada em locais sombreados.
  • Uréia: excreta nitrogenado produzido no fígado dos vertebrados, a partir de amônia e gás carbônico.

V

  • Vagem: tipo de fruto seco, indeiscente, também chamado legume, que se abre para libertar as sementes através de duas fendas longitudinais.
  • Vacúolo autofágico: vacúolo especializado na digestão de partes da célula que o contém.
  • Vacúolo digestivo: bolsa membranosa formada pela união de lisossomos com fagossomos ou pinossomos, onde ocorre a digestão intracelular.
  • Vegetais inferiores: talófitos.
  • Vegetais intermediários: cormófitos, não desenvolvem sementes nem apresentam flores.
  • Vegetais superiores: vegetais que formam sementes e apresentam flores, que são órgãos de reprodução.
  • Vírus: organismo acelulares de organização muito simples e todos parasitas intracelulares.
  • Vitelo: material nutritivo de reserva, constituído de proteínas e, principalmente, fosfolipídios, que se acumula no citoplasma da maioria dos óvulos (nos animais) e que se destina à nutrição do embrião durante o seu desenvolvimento.

X

  • Xerófita: planta adaptada a ambientes secos.
  • Xeromorfa: planta semelhante às xerófitas.

Z

  • Zigóteno: subfase da prófase I da meiose, caracteriza-se pelo progressivo emparelhamento dos cromossomos homólogos.
  • Zooplâncton: conjunto de animais do plâncton.
  • Zoósporos: esporos móveis, providos de flagelos, produzidos por algas e fungos.

Dicionário de Biologia L- P

Dicionário de Biologia

L

  • Lactose: dissacarídeo formado pela união de glicose e galactose.
  • Leptóteno: subfase inicial da prófase I da meiose.
  • Leucoplasto: plasto incolor.
  • LH: hormônio luteinizante.
  • Ligação peptídica: ligação entre o grupo carboxila de um aminoácido e o grupo amina de outro.
  • Lignina: substância glicoprotéica que se deposita nas paredes das células do esclerênquima, conferindo a este notável rigidez.
  • Lipossolúvel: solúvel em gordura.
  • Lisossomo: pequena vesícula de armazenamento de enzimas formada a partir do complexo de Golgi.
  • “Locus” gênico: posição relativa ocupada por um gene no cromossomo.

M

  • Mamífero: classe do subfilo dos vertebrados cujos representantes têm glândulas mamárias e pêlos corporais.
  • Meiose: processo de divisão celular pelo qual uma célula diplóide origina quatro células haplóides.
  • Melanina: pigmento escuro existente na pele, nos pêlos, na coróide e na retina.
  • Melatonina: hormônio segregado pela glândula pineal. Atua no desenvolvimento físico, psíquico e sexual do indivíduo, inclusive estimulando a liberação de hormônios gonadotrópicos da adeno-hipófise.
  • Meninge: cada uma das 3 membranas protetoras que envolvem todo o SNC (encéfalo e medula raquiana), compreendendo a dura-máter, a aracnóide e a piamáter.
  • Meningite: processo inflamatório de uma ou de todas as meninges. Pode ter sua origem em processos traumáticos, tóxicos ou, mais freqüentemente, infecciosos.
  • Menopausa: época da vida da mulher em que cessam definitivamente os ciclos menstruais, em decorrência da acentuada queda de produção dos hormônios gonadotrópicos hipofisários.
  • Menstruação: processo de descamação do endométrio, acompanhado de perda de sangue.
  • Meroblástica: segmentação parcial do ovo.
  • Mesentoderme: folheto germinativo da gástrula que dá origem à mesoderme e endoderme.
  • Mesogléia: camada gelatinosa entre a epiderme e a gastroderme dos celenterados.
  • Mesonefro: rim que se localiza na região mediana do corpo; aparece nos ciclóstomos, peixes e anfíbios adultos.
  • Metabolismo: conjunto de todos os processos bioquímicos mediante os quais se faz a assimilação e desassimilação das substâncias necessárias à vida, nos animais e nas plantas.
  • Metagênese: alternância de gerações.
  • Metameria: divisão do corpo em segmentos semelhantes.
  • Metanefro: rim mais desenvolvido, localiza-se na região posterior do corpo; aparece nos répteis, aves e mamíferos adultos.
  • Micoplasma: o mais simples organismo celular conhecido, com um tamanho intermediário entre os maiores vírus e as menores bactérias.
  • Miofibrila: fibra contrátil presente no interior das células musculares.
  • Mitocôndria: organela citoplasmática das célula dos eucariontes, responsável pela respiração celular.
  • Mitose: processo de divisão celular através do qual o material genético é precisamente duplicado e são gerados dois novos conjuntos de cromossomos idênticos ao original.
  • Molusco: animal triblástico, celomado, não segmentado, aquático ou terrestre, com ou sem concha.
  • Monera: reino que reúne organismos procariontes.
  • Monocariótica: célula com um núcleo.
  • Monotremos: ordem da classe dos mamíferos cujos representantes são ovíparos.
  • Mórula: fase de segmentação do zigoto na qual os blastômeros se dispõem numerosamente formando um corpo esférico, maciço, pluricelular, mais ou menos do tamanho do zigoto do qual se originou. É a a primeira etapa do desenvolvimento embrionário imediatamente após a clivagem.
  • Mucilagem: designação comum aos compostos viscosos produzidos por plantas.
  • Muco: secreção constituída por água e uma proteína, a mucina.
  • Mutação: alteração física ou química do material genético.

N

  • NAD: nicotinamida-adenina-dinucleotídeo. Aceptor de hidrogênios, na cadeia respiratória.
  • NADH: molécula reduzida.
  • NADP: nicotinamida-adenina-dinucleotídeo-fosfato. Aceptor de elétrons na fotossíntese.
  • NADPH: molécula reduzida.
  • Nanismo: anomalia do desenvolvimento com insuficiência do crescimento somático. Pode ter causas diversas. Na espécie humana e nos outros animais superiores, é mais comum que seja provocado por disfunção endócrina, com deficiência funcional da tireóide ou da hipófise. Nas plantas, muitas vezes decorre de uma haploidia.
  • Necrose: morte de uma célula ou de certa extensão de um tecido, caracterizada por uma degeneração nuclear e desintegração citoplasmática por autólise.
  • Nécton: seres do bioma aquático que nadam ativamente.
  • Néfron: unidade morfofuncional do rim desenvolvido dos animais mais evoluídos, composta de glomérulo de Malpighi, cápsula de Bowman, túbulo contorcido proximal, alça de Henle, túbulo contorcido distal e tubos coletores de urina.
  • Nefrídeo: estrutura excretora dos anelídeos
  • Nematocisto: cápsula urticante presente no cnidoblasto, elemento de defesa dos celenterados.
  • Nematóide: verme de corpo cilíndrico, triblástico, pseudocelomado, aquático ou terrestre, de vida livre ou parasita.
  • Neurilema: envoltório do axônio, na fibra nervosa, formado pelo citoplasma das células de Schwann, que fica imediatamente por fora da bainha de mielina.
  • Neurônios: células que constituem o sistema nervoso,
  • Nível trófico: cada nível alimentar em uma cadeia alimentar.

O

  • Oligolécito: ovo com pouco vitelo.
  • Oligoquetas: classe de anelídeos cujos representantes apresentam poucas cerdas em cada segmento.
  • Ontogênese: desenvolvimento do indivíduo desde a fecundação até a maturidade para a reprodução.
  • Organelas: estruturas celulares com funções específicas.
  • Ósculo: abertura ampla, geralmente na parte apical do corpo dos poríferos, por onde tem saída a água que penetra pelos óstios desses animais.
  • Osmose: tipo de difusão que ocorre através de membranas semipermeáveis.
  • Osteíctes: peixes ósseos.
  • Óstio: qualquer cavidade que dá acesso a um órgão ou a uma cavidade natural do corpo.
  • Ostíolo: abertura dos estômatos.
  • Ovogônia: célula-mãe dos óvulos.
  • Ovovíparo: animal cujo desenvolvimento embrionário se inicia dentro do corpo materno.

P

  • Paquíteno: uma das subfases da prófase I.
  • Paraplasma: parte vegetativa ou menos ativa do citoplasma.
  • Parapódio: projeção muscular lateral, provida de muitas cerdas, característica dos poliquetas, classe dos anelídeos.
  • Parasitismo: relação ecológica interespecífica em que uma das partes vive à custa de outra, que sofre prejuízo.
  • Parenteral: qualificação do medicamento que é dado por via injetável (intramuscular, endovenosa, subcutânea, ou intradérmica).
  • Partenocárpico: diz-se do fruto que se forma sem prévia fecundação e, por isso, não revela sementes desenvolvidas.
  • Pecíolo: estrutura que liga a folha ao caule.
  • Pedicelária: apêndice móvel, provida de pinça, presente na superfície do corpo dos equinodermos.
  • Pedipalpos: peças bucais articuladas presentes nos aracnídeos.
  • Pele: revestimento cutâneo do corpo, formado por tecido epitelial (epiderme) e tecido conjuntivo (derme).
  • Peninérvea: diz-se da folha que tem a distribuição das nervuras lembrando a organização das barbas de uma pena.
  • Pepsina: enzima proteolítica presente no suco gástrico.
  • Pepsinogênio: precursor da pepsina. Lançado na luz do estômago, em presença de pH baixo, perde um peptídeo e se converte em pepsina.
  • Periblema: tecido de natureza embrionária, nas plantas superiores, do qual derivam os tecidos permanentes da casca ou córtex.
  • Pericarpo: porção dos frutos que resulta do desenvolvimento das paredes do ovário.
  • Peritríquias: diz-se das bactérias que possuem numerosos cílios ou flagelos na sua periferia.
  • Pia-máter: a mais interna das 3 meninges que resguardam todo o encéfalo e a medula raquiana. É recoberta pela aracnóide e pela dura-máter.
  • Pinocitose: ingestão de proteínas e outras substâncias solúveis pela célula.
  • Pirrófitas: protistas aquáticos, a maioria de habitat marinho e alguns com capacidade de bioluminescência. Fazem parte do plâncton.
  • Plâncton: conjunto de seres do bioma aquático que flutua na superfície ao sabor das correntezas.
  • Plasmodesmos: ponte citoplasmática entre células vegetais adjacentes.
  • Plasmólise: saída de água do citoplasma, com retração da membrana plasmática.
  • Platelmintos: vermes achatados, triblásticos, acelomados, aquáticos ou terrestres, de vida livre ou parasitas.
  • Pleiotropia: mais de uma características
  • Polialelia: condição em que um caráter é condicionado por três ou mais genes alelos contrastantes, como ocorre com o sistema sanguíneo ABO.
  • Polimerase: enzima que coordena a formação de um polímero, ou seja, uma molécula formada por unidades semelhantes, que se repetem.
  • Polimerização: processo em que duas ou mais moléculas semelhantes se repetem para formar uma estrutura molecular complexa.
  • Poliploidia: número haplóide de cromossomos três ou mais vezes superior ao normal.
  • Polissomo: “rosário” de ribossomos ao longo de um filamento de RNAmensageiro.
  • Poríferos: filo que reúne animais muito simples, sésseis e aquáticos.
  • Procariontes: seres unicelulares, sem um sistema de endomembrana, nem organelas; não existe carioteca envolvendo o material genético.
  • Predatismo: relação ecológica em que animais comem outros animais.
  • Pronefro: rim primitivo; localiza-se na região anterior do corpo, aparece em todos os embriões dos vertebrados.
  • Protoplasma: conteúdo gelatinoso da célula. Sinônimo de matéria viva da célula.
  • Pseudoceloma: cavidade do corpo incompletamente revestida por mesoderme.
  • Pseudópodo: projeção citoplasmática com função de locomoção e captura de partículas.
  • Pteridófita: criptógama vascular.

Dicionário de Biologia E-K

Dicionário de Biologia

E

  • Eclâmpsia: síndrome grave resultante de profundo grau de toxemia gravídica, caracterizada por acentuada hipertensão arterial, edemas generalizados, comprometimento renal e desordens neurológicas, com convulsões clônicotônicas, inconsciência e coma. Frequentemente leva à morte.
  • Ecobiose: complexo de relações que se passam entre os seres vivos e o meio ambiente em que vivem.
  • Ecologia: ramo da ciência que estuda as interações entre os seres vivos e o meio em que vivem.
  • Ecótono: região de transição entre dois ecossistemas diferentes.
  • Ectoplasma: camada mais externa do citoplasma, logo abaixo da membrana, quase não revelando organelas.
  • Edema: derrame de líquido nos tecidos proveniente do sangue, provocando turgor e aumento de volumes locais.
  • Elastina: proteína integrante da estrutura de fibras elásticas, nos tecidos conjuntivos.
  • Elefantíase: enfermidade crônica provocada pela localização de vermes nematóides da espécie Wuchereria bancrofti no interior dos vasos linfáticos, ocasionando a obstrução à passagem da linfa, que transuda para os tecidos circuvizinhos. Isso determina o aparecimento progressivo de um edema de enormes proporções. Geralmente, atinge os membros inferiores, bolsa escrotal, mamas e, menos comumente, os membros superiores. A transmissão dos embriões é feita pelo mosquito Culex pipiens.
  • Embolia: obstrução brusca de um vaso, geralmente de pequeno calibre, por coágulo, bolha gasosa ou de óleo.
  • Embriogênese: processo de multiplicação e diferenciação celular que forma um embrião.
  • Endemia: doença sempre presente em uma população.
  • Endocitose: termo empregado para designar fenômenos relacionados ao envolvimento e ingestão de diversas substâncias pela membrana celular.
  • Endomembranas: membranas internas que correspondem ao retículo endoplasmático.
  • Endométrio: mucosa uterina.
  • Endosperma: tecido presente na semente, cuja função é nutrir o embrião das fanerógamas.
  • Enzima: designação geral das proteínas que atuam como catalisadores de reações químicas.
  • Epicarpo: a parte mais externa do pericarpo e que corresponde à casca dos frutos.
  • Epidemia: aparecimento de doença que se espalha rapidamente, atingindo grande número de indivíduos de uma população.
  • Epifitismo: forma de relação harmônica unilateral interespecífica das plantas que se desenvolvem sobre outras sem prejudicá-las.
  • Equinodermo: filo animal ao qual pertencem, entre outros, a estrela-do-mar e o ouriço-do-mar.
  • Equinóide: classe de equinodermos a que pertence o ouriço-do-mar.
  • Epifitismo: forma de relação harmônica unilateral interespecífica das plantas que se desenvolvem sobre outras sem prejudicá-las.
  • Ergastoplasma: retículo endoplasmático associado a ribossomos.
  • Eritroblastose fetal: anormalidade sanguínea em que ocorre descarga de eritroblastos no sangue circulante para compensar a perda de hemácias ou eritrócitos normais por hemólise consequente à incompatibilidade do fator Rh.
  • Esclerênquima: tecido vegetal de sustentação, formado por células alongadas e mortas.
  • Esclerócitos: o mesmo que escleritos ou células pétreas.
  • Especiação: conjunto de etapas que culminam com a formação de espécies novas, a partir de uma população de ancestrais comuns.
  • Espermateca: lugar no corpo de certas fêmeas onde ficam alojados os espermatozóides recebidos dos machos durante o acasalamento.
  • Esporo: célula haplóide capaz de se desenvolver e produzir um novo organismo.
  • Esporófito: fase diplóide da planta, que forma esporos através da meiose.
  • Esteróides: grupo de compostos de natureza lipídica formados pela combinação estérica de ácidos graxos com um álcool de cadeia fechada. Compreendem os hormônios do córtex das glândulas supra-renais, como a cortisona e a hidrocortisona, bem como os hormônios sexuais (adrosterona, testosterona, estradiol, progesterona…).
  • Estroma: matriz do cloroplasto.
  • Eucarionte: organismo uni ou multicelular, cujas células contêm um núcleo verdadeiro.
  • Eucromatina: cromatina geneticamente ativa.
  • Eumicetos: organismos enquadrados, pelo moderno sistema de classificação dos seres, no Reino Fungi, contrastando com os mixomicetos, que pertencem ao Reino Protista.
  • Euploidia: multiplicação de todo o genoma.

F

  • Fagocitose: captura de partículas nutritivas ou corpos estranhos, diretamente pelas células.
  • Fagossomo: bolsa membranosa que contém a partícula capturada pelo processo da fagocitose.
  • Fator abiótico: fator ou elemento não-vivo.
  • Fator biótico: fator ou elemento vivo.
  • Feedback: qualquer mecanismo ou sistema de autocontrole que explica como um órgão passa a funcionar em determinado momento, sob certa circunstância, e para de funcionar, evitando sua sobrecarga ou excesso de trabalho, em outro momento, numa nova circunstância.
  • Felogênio: meristema secundário; produz um tecido de proteção externo (súber) e um revestimento mais interno (feloderma) em caules e raízes para crescerem em espessura.
  • Feófita: alga parda.
  • Fenótipo: aparência geral do indivíduo em face de sua constituição genética e das influências do meio.
  • Fermentação: degradação incompleta de moléculas orgânicas com liberação de energia.
  • Fibras mitóticas: fibras protéicas que aparecem durante a divisão celular e têm papel fundamental na distribuição dos cromossomos.
  • Fibrina: proteína fibrosa formada a partir do fibrinogênio.
  • Fibrinogênio: proteína presente no sangue, precursora da fibrina.
  • Filogênese: história da estirpe de um organismo no processo evolutivo.
  • Fitoplâncton: seres fotossintetizantes que flutuam na superfície das águas.
  • Flagelo: organela microtubular longa com função de locomoção.
  • Fosfocreatina: substância energética cuja função é recarregar o ATP durante a contração muscular.
  • Fotofosforilação: formação de ATP pela ligação de um grupo fosfato ao ADP, com utilização de energia luminosa.
  • Fotólise: dissociação da água por meio de energia luminosa na fotossíntese. Esse processo é conhecido como reação de Hill, pesquisador que descobriu a origem do O2, liberado na fotossíntese.
  • Fotossíntese: síntese de matéria orgânica a partir da luz.
  • Fototropismo: desenvolvimento orientado das plantas em função da intensidade e da direção da luz que sobre elas incide.
  • Fruto: órgão vegetal que resulta da hipertrofia (desenvolvimento) do ovário da flor após a fecundação dela.
  • Fruto carnoso: fruto suculento e, em geral, comestível.
  • Fruto deiscente: fruto que se abre quando maduro.
  • Fruto indeiscente: fruto que não se abre quando maduro.
  • Fruto seco: fruto duro, não comestível, que se abre repentinamente, dispersando as sementes.
  • FSH: hormônio folículo-estimulante.

G

  • Gametófito: fase haplóide da planta, que forma os gametas.
  • Gastroderme: camada de células que reveste a cavidade digestiva dos celenterados.
  • Gastrópode: classe de moluscos em que o pé está diretamente ligado à massa visceral.
  • Gene: unidade de transmissibilidade genética que responde pela hereditariedade de um caráter.
  • Gene-pool: quadro geral de genes comuns aos indivíduos de uma certa população ou de uma raça.
  • Genoma: lote completo de genes, típico da espécie.
  • Genótipo: constituição genética de um indivíduo com relação a um ou mais caracteres.
  • Gestação: tempo de desenvolvimento do concepto dentro do útero materno desde a fecundação até o parto.
  • Gimnosperma: classe da divisão das traqueófitas, caracterizada por apresentar sementes nuas.
  • Gineceu: conjunto de elementos femininos (carpelos) das flores das angiospermas.
  • Ginecóforo: canal onde o esquistossomo macho aloja a fêmea.
  • Glicocálix: camada mais externa de uma célula animal, continuamente renovada, em contato com a membrana plasmática.
  • Glicólise: etapa inicial do processo de quebra da glicose, com produção de energia.
  • Glicoproteínas: associação de proteínas e mucopolissacarídeos.
  • Glóbulo branco: célula branca do sangue, ou leucócito, com função de defesa do organismo.
  • Grana: plural de granum.
  • Granum: tilacóides dispostos em uma pilha.
  • Grão de pólen: gametófito jovem masculino.

H

  • Haplóide: célula que apresenta apenas um cromossomo de cada tipo, ou seja, não apresenta cromossomos homólogos.
  • Haustório: raiz de planta parasita; raiz sugadora.
  • Hematófago: o que se alimenta de sangue.
  • Hemocianina: pigmento respiratório incolor, que contém cobre; encontrado na hemolinfa de crustáceos e aracnídeos.
  • Hemoglobina: pigmento respiratório incolor.
  • Heterocromatina: cromatina condensada e permanentemente inativa.
  • Heterolécito: tipo de ovo com razoável quantidade de vitelo no polo vegetativo.
  • Heterótrofo: ser vivo que se alimenta de matéria orgânica elaborada.
  • Heterozigoto: condição de um indivíduo em que os genes do mesmo locus gênica.
  • Hialoplasma: citoplasma fundamental.
  • Hidrocoria: disseminação ou dispersão das plantas pela ação das águas. Sementes, esporos e frutos são carregados pelas correntezas dos rios, das chuvas e dos mares a pontos distantes, onde encalham e tornam possível o desenvolvimento de uma nova planta da mesma espécie.
  • Hidrólise: quebra de moléculas pela adição de água.
  • Hidrozoários: uma das classes de celenterados.
  • Hipertricose auricular: presença de muitos pêlos longos na orelha.
  • Hirudíneos: uma das classes de anelídeos.
  • Histologia: estudo dos tecidos.
  • Holândrico: diz-se do gene transmitido pelo cromossomo Y.
  • Holoblástica: segmentação total do ovo.
  • Holoturóides: classe de equinodermos à qual pertencem as holotúrias ou pepinosdo-mar.
  • Homeostase: ajustamento de um sistema ou organismo às condições ambientais.
  • Homólogos: cromossomos que apresentam os mesmos locus gênicos.
  • Homozigoto: indivíduo em que os genes do mesmo locus são idênticos.

I

  • Insulina: hormônio pancreático que faz baixar o nível de glicose no sangue.
  • Intercinese: curto período entre a primeira e a segunda divisão meiótica.
  • Intérfase: parte do ciclo vital da célula em que ela não está se dividindo.
  • Isolamento geográfico: condição em que duas populações se acham separadas fisicamente por alguma modalidade de barreira.
  • Isolamento reprodutivo: condição em que um grupo de seres vivos não conseguem se cruzar com outro de maneira a produzir descendentes férteis.

J

  • Jugular: cada uma das quatro veias (veias jugulares) que correm pelos lados do pescoço, paralelas à artéria carótida, e que trazem o sangue venoso da cabeça para o coração.
  • Jejuno: segmento do intestino delgado situado entre o duodeno e o íleo, sem um limite de transição anatomicamente bem definido com este último.

K

  • Klinnefelter, Síndrome: trissomia do cromossomo 23, caracterizando um cariótipo 22A+XXY.
  • Koch, bacilo de: bacilo da tuberculose (Mycobacterium tuberculosis). Compreende subespécies diversas, que causam a tuberculose humana, a tuberculose bovina e a tuberculose aviária.

Dicionário de Biologia A-D

Dicionário de Biologia

A

  • Abiogênese: teoria que admite que os seres vivos se originam da matéria bruta, espontânea e rapidamente.
  • Abomaso: também chamado de coagulador, tem estrutura característica e é a única das quatro porções do estômago dos ruminantes dotada de glândulas secretoras de enzimas digestivas.
  • Acetabulária: alga marinha verde, unicelular, chegando a medir 3 cm de altura.
  • Acelomados: qualificação dos animais que não desenvolvem o celoma durante a formação embrionária. Assim, o corpo do animal mostra-se maciço, sem celoma ou cavi­dade geral.
  • Acetil coenzima A: intermediário de alta energia no metabolismo de moléculas utilizadas como fonte de energia.
  • Acetilcolina: substância que age como mediador químico ao nível das sinapses nervosas do sistema parassimpático e dos nervos do sistema da vida de relação, inclusive nas placas motoras.
  • Ácido indolacético: composto que desempenha papel no estímulo mitótico e no alongamento celular para o crescimento orientado das plantas.
  • Ácido úrico: produto nitrogenado, presente na excreção dos répteis e aves.
  • Acrossomo: porção apical do espermatozoide; contém enzimas que digerem parte do envoltório do óvulo, permitindo a fecundação.
  • ACTH: hormônio produzido pelo lobo anterior da hipófise, que atua sobre o córtex das supra-renais, estimulando-as a produzir corticosteroides.
  • Actina: proteína relacionada com o movimento celular.
  • Adrenalina: hormônio produzido pela porção medular das supra-renais; prepara o organismo para reações de defesa ou ataque.
  • Aeróbico: diz-se do organismo que exige a presença de oxigênio para respirar.
  • Ágar: substância gelatinosa, de natureza glicídica, semelhante a uma cola, usada como laxante; tem emprego em bacteriologia, como meio de cultura para inúmeros germes.
  • AIDS: síndrome de imunodeficiência adquirida, doença provocada por um vírus (HIV), que ataca o sistema de defesa do organismo.
  • Alécito: óvulo dos mamíferos placentários.
  • Alelo: cada um dos genes situados no mesmo locus gênico.
  • Ambulacral: sistema característico dos equinodermos, cuja principal função é a locomoção.
  • Amebíase: doença do trato digestivo provocada pela atividade de amebas no intestino.
  • Amebócito: célula ameboide presente nos poríferos.
  • Ametábolo: termo aplicado aos insetos que não sofrem metamorfose durante seu ciclo vital.
  • Âmnio: anexo embrionário dos mamíferos, aves e répteis, que se mostra como uma bolsa cheia de líquido, envolvendo o embrião e protegendo-o contra traumas e fatores físicos e biológicos provenientes do meio ambiente.
  • Amônia: excreta nitrogenado extremamente tóxico. Devido à sua toxicidade, precisa ser rapidamente eliminado do corpo do animal ou convertido em produto menos tóxico.
  • Anabolismo: processo químico de construção da matéria viva, que se passa no organismo a nível celular.
  • Androceu: é o conjunto de elementos masculinos, os estames, da flor das angiospermas.
  • Andropausa: cessação da atividade sexual no homem.
  • Anelídeo: animal triblástico, celomado, segmentado, aquático ou terrestre.
  • Anemia: estado mórbido em que ocorre a diminuição do volume circulatório sanguíneo em face de uma acentuada perda de sangue (hipovolemia) ou, então, a diminuição do número de eritrócitos por unidade de volume sanguíneo.
  • Aneuploidia: alteração numérica de um ou alguns cromossomos do genoma.
  • Anfíbios: classe de vertebrados cujos representantes apresentam formas larvais aquáticas e formas adultas terrestres.
  • Anfimixia: fusão dos núcleos do óvulo e do espermatozoide para formar o núcleo do zigoto.
  • Anfioxo: animal cordado, invertebrado, pertencente a classe dos cefalocordados.
  • Angiosperma: classe da divisão das traqueófitas caracterizada por apresentar ovário na flor.
  • Anisogamia: forma de reprodução sexuada para a qual concorrem gametas que revelam alguma desigualdade entre si, quer seja na forma, no tamanho ou no comportamento.
  • Anorexia: falta de apetite. Pode ocorrer espontaneamente ou ser induzida por drogas.
  • Anticódon: sequência de três nucleotídeos no RNA t, complementar do códon do RNA m.
  • Anticorpo: substância proteica produzida pelos linfócitos que ataca e destrói substâncias ou micro-organismos estranhos ao corpo.
  • Antígeno: qualquer substância que, introduzida no corpo, provoca uma reação de defesa, com produção de anticorpos.
  • Antocianina: pigmento comum nos vegetais, que pode manifestar vários tons de roxo-avermelhado e roxo-azulado, conforme o pH da célula.
  • Antozoários: classe dos celenterados.
  • Aquênio: fruto seco, indeiscente, dotado de semente única, que se desenvolve sobre um receptáculo carnoso e comestível, erradamente considerado como o fruto.
  • Aracnídeos: classe de artrópodes, cujos representantes apresentam corpo dividido em cefalotórax e abdome, têm quatro pares de patas e não possuem antenas.
  • Aracnoide: membrana fibrosa que se dispõe entre a dura-máter e a pia-máter. Compreende um folheto justaposto à dura-máter e um emaranhado de trabéculas, que une este folheto à pia-máter.
  • Arquêntero: cavidade presente na gástrula, que corresponde à futura cavidade digestiva.
  • Artrópode: filo que reúne animais triblásticos, celomados, segmentados, com apêndices articulados; vivem em ambientes aquáticos ou terrestres.
  • Asquelminto: filo que reúne animais triblásticos, pseudocelomados, dotados de um tubo digestivo reto e completo.
  • Áster: feixe de microfibrilas proteicas, que convergem em direção aos centríolos.
  • Autofagia: propriedade geral das células eucarióticas relacionada com a renovação dos componentes celulares.
  • Autossomos: cromossomos responsáveis pelas características somáticas.
  • Autótrofo: ser vivo que fabrica o próprio alimento.
  • Auxina: hormônio vegetal que promove o crescimento celular, participando dos tropismos dos caules e raízes.

B

  • Baga: fruto carnoso, de pericarpo abundante, túrgido, macio e, na maioria das vezes, comestível, como a laranja, o abacate e a uva.
  • Bento: conjunto de seres do bioma aquático que vivem em relação com o fundo submerso.
  • Biocenose: é sinônimo de comunidade ecológica.
  • Biogênese: teoria que admite que os seres vivos somente se originam pela reprodução de outros seres vivos.
  • Biosfera: conjunto formado por todos os ecossistemas da Terra. Constitui a porção do planeta habitada por seres vivos.
  • Biótopo: significa o lugar em que a comunidade vive.
  • Blastocele: cavidade da blástula.
  • Blastômero: cada uma das primeiras células do embrião.
  • Blastóporo: abertura que comunica o arquêntero do embrião com o meio externo.
  • Braquifalangia: dedos curtos. Sinônimo de braquidactilia.
  • Briófita: planta avascular, cormófita, criptógama e terrestre (predominantemente).

C

  • Caatinga: formação vegetal típica da região Nordeste.
  • Caloria: quantidade de calor necessário para aquecer 1 g de água de 14,5ºC a 15,5ºC.
  • Cariocinese: divisão nuclear que ocorre durante a divisão celular de células eucariontes.
  • Cariopse: fruto seco indeiscente, minúsculo, que se desenvolve em infrutescências do tipo espiga, como o milho, o arroz e o trigo.
  • Carioteca: envoltório nuclear, membrana dupla que circunda o nucleoplasma e o material genético.
  • Cariótipo: conjunto de cromossomos característico de uma determinada espécie.
  • Carpelo: mega-esporófilo das angiospermas.
  • Catabolismo: segunda fase do metabolismo (posterior ao anabolismo), que consiste em sucessivas reações enzimáticas de oxidação da matéria anteriormente assimilada, visando a liberação da matéria anteriormente assimilada.
  • Cefalópodes: classe de moluscos a que pertencem o polvo e a lula.
  • Celenterados: filo a que pertencem, entre outros, a hidra, as medusas e as anêmonas-do-mar.
  • Celoma: cavidade interna do corpo de certos animais totalmente revestida por mesoderme.
  • Célula: unidade morfofisiológica dos seres vivos.
  • Celulose: polissacarídeo produzido pelas células vegetais, que forma a parede celular.
  • Cenócito: massa citoplasmática multinucleada.
  • Centrômero: região do cromossomo que se liga às fibras do fuso acromático da divisão celular.
  • Centrossomo: orgânulo citoplasmático importante na orientação dos cromossomos para os polos da célula durante o processo mitótico.
  • Cercária: estágio larvário dos vermes trematódeos que parasita o molusco hospedeiro intermediário até matá-lo, passando depois à água, à espera do hospedeiro definitivo.
  • Cestoide: classe de platelmintos a que pertencem as tênias.
  • Cianófita: organismo unicelular, procarionte, autótrofo fotossintetizante.
  • Ciclose: movimento de circulação promovido pelo citoplasma, em células vegetais, ao redor de grandes vacúolos de suco celular.
  • Ciclóstomo: classe dos vertebrados cujos representantes têm boca circular.
  • Cifozoário: classe de celenterados a que pertencem as águas-vivas.
  • Cisto: O mesmo que quisto; todo e qualquer tumor vesiculoso, com formato de saco e de conteúdo líquido ou semilíquido. Forma de resistência dos protozoários, adquirida em face de condições adversas do ambiente ou para a reprodução.
  • Citocinese: processo de clivagem e separação do citoplasma; o estágio final da mitose.
  • Ciófita: designação comum dada às plantas que medram em lugares sombrios.
  • Cístron: unidade do DNA, que corresponde à menor porção do mesmo capaz de codificar uma cadeia polipeptídica completa.
  • Citocromos: enzimas aceptoras de elétrons, que contêm ferro.
  • Clásper: órgão copulador observado nos machos, entre peixes condrícties, em forma de duas pequenas aletas derivadas da nadadeira ventral.
  • Cleistogamia: forma de autofecundação em plantas, por polinização direta, na flor ainda fechada antes de desabrochar. Ocorre em algumas flores hermafroditas.
  • Clasmocitose: processo pelo qual certas células eliminam os resíduos resultantes do metabolismo.
  • Clitelo: região do corpo da minhoca que produz muco e onde se abre o poro genital feminino.
  • Clivagem: divisão celular. Divisões do zigoto, quando vão originar os blastômeros.
  • Cloaca: bolsa localizada na extremidade posterior do corpo de alguns animais, onde se abrem o ânus, o por excretor e o genital.
  • Cnidário: vide celenterados.
  • Cnidoblasto: célula de defesa encontrada na epiderme dos cnidários contendo uma pequena cápsula – o nematocisto -, com um filamento distensível inoculador de substância irritante.
  • Clorófita: algas verdes.
  • Coacervado: grumo formado quando proteínas são dissolvidas em água.
  • Coanas: aberturas de comunicação das narinas com a cavidade bucal.
  • Código genético: informação genética contida nos genes.
  • Códon: sequência de três nucleotídeos do RNA m, que codifica um determinado tipo de aminoácido.
  • Colágeno: proteínas mais abundante nos mamíferos, serve de base para a fabricação de colas.
  • Colênquima: tecido vegetal vivo, constituído de células cujas paredes, puramente celulósicas, são fortemente espessadas, mas não de maneira uniforme. Sua função é de sustentação da planta.
  • Comensalismo: relação ecológica interespecífica harmônica na qual apenas uma espécie é beneficiada, sem prejuízo para a outra espécie associada.
  • Condríctios: peixes cartilaginosos.
  • Conjugação: forma de reprodução sexuada em que as células se tocam e realizam a troca de material genético, após o que se tornam aptas para divisões diretas.
  • Cordados: animais com notocorda na fase embrionária.
  • Córnea: membrana transparente que recobre a parte anterior do globo ocular.
  • Corpúsculo residual: vacúolo formado quando a digestão de substâncias estranhas é incompleta.
  • Criptógama: planta que não produz flor.
  • Cristalino: estrutura transparente, em forma de lente biconvexa, que deixa passar a luz.
  • Cromátide: cada um dos dois filamentos cromossômicos que se mantêm unidos pelo centrômero, após a duplicação cromossômica.
  • Cromatina: material filamentoso, muito corável, presente no interior da célula.
  • Cromatóforos: células pigmentadas existentes na derme de certos animais.
  • Cromômero: cada um dos grânulos que se coram mais intensamente ao longo dos cromossomos.
  • Cromonema: filamento de cromatina antes de ser denominado cromossomo.
  • Cromoplasto: plasto com pigmento.
  • Crustáceos: classe de artrópodes à qual pertencem o camarão, a lagosta, entre outros.

 

D

  • Deiscência: abertura espontânea dos frutos secos ou de uma antera, para dar liberdade às sementes ou aos grãos de pólen, respectivamente.
  • Dendritos: ramificações curtas e numerosíssimas, arborescentes, de condução centrípeta dos neurônios.
  • Deplasmólise: volta de uma célula plasmolisada à situação normal.
  • Deuterostômios: animais em que a boca do adulto não é a mesma do estágio gastrular, mas sim uma nova formação.
  • Diacinese: última subfase da prófase I da meiose.
  • Dicariótica: aplica-se para as células com dois núcleos.
  • Diatomáceas: algas da Divisão Chrysophyta, ricas em caroteno e xantofilas. São unicelulares, providas de um envoltório silicoso. Consideradas algas inferiores, como as pirrófitas e euglenófitas, ficam enquadradas, juntamente com os protozoários, no Reino Protista.
  • Diencéfalo: parte posterior do prosencéfalo, composta de tálamo, hipotálamo e epitálamo.
  • Difteria: moléstia infecto-contagiosa provocada pelo Corynebacterium diphiteriae ou bacilo de Klebs-Löffler, que ataca as mucosas da faringe e da laringe, provocando a formação de placas fibrinosas brancas aderidas ao tecido.
  • Dipnóicos: designação dos peixes pulmonados, isto é, peixes ósseos portadores de bexiga natatória adaptada à função de respiração aérea.
  • Dióica: diz-se das espécies em que os indivíduos são unissexuados.
  • Diplóide: célula que apresenta pares de cromossomos homólogos.
  • Diplossomo: a dupla de centríolos em cada pólo das células animais.
  • Diplóteno: subfase da prófase I da meiose.
  • Dormência: estado de atividade suspensa.
  • Down, síndrome: alteração autossômica caracterizada pela presença de três cromossomos número 21 no cariótipo (trissomia do 21), retardo mental e malformações múltiplas das características faciais e do sistema nervos central.
  • Drupa: fruto carnoso com uma só semente.
  • Dura-máter: meninge mais externa, fibrosa, adjacente ao tecido ósseo, que envolve as duas outras meninges – a aracnóide a a pia-máter.

Os envoltórios celulares – 2ª parte

9. Retículo Endoplasmático
 

Figura mostrando as membranas do Retículo Endoplasmático Liso e Retículo Endoplasmático Rugoso

Todas as células eucarióticas contêm um retículo endoplasmático (RE). Tipicamente suas membranas constituem mais do que metade do total de membrana de uma célula animal média e está relacionado com as diversas funções celulares. Com freqüência ele é escasso e pouco desenvolvido em células embrionária ou indiferenciadas, no entanto, aumenta de tamanho e de complexidade com a diferenciação celular.

Está organizado em uma rede de labirintos de tubos ramificados e sacos achatados que se estendem por todo o citosol. Acredita-se que todos os tubos e sacos se interconectem, de forma que a membrana do retículo endoplasmático forma uma folha contínua que engloba um espaço interno único. Esse espaço altamente enrolado é denominado de lúmen do RE ou espaço da cisterna do RE e freqüentemente ocupa mais de 10% do volume total da célula. A membrana do RE separa o lúmen do RE do citosol, e intermédia a transferência seletiva de moléculas entre esses dois compartimentos. O RE desempenha uma função central na biossíntese de lipídeos e proteínas. Sua membrana é o sítio de produção de todas as proteínas transmembrana e lipídeos para a maioria das organelas da célula incluindo o próprio RE, os lisossomos, os endossomos, as vesículas secretoras e a membrana plasmática.

            A membrana do RE também representa uma contribuição importante para as membranas das mitocôndrias e dos peroxissomos, pois produz a maioria de sues lipídeos constituintes. Além disso, quase todas as proteínas que serão secretada para o exterior da célula, assim como aquelas destinadas ao lúmen do RE, aparelho de Golgi ou lisossomos, são inicialmente dirigidas ao lúmen do RE. O RE captura proteínas selecionadas do citosol assim que são sintetizadas e independente de seu destino subseqüente são dirigidas pela membrana do RE pelo mesmo tipo de peptídeo-sinal e são transportadas através deste pelo mesmo mecanismo.

Micrografia eletrônica revelando o RE Liso e o RE Rugoso

           Em células de mamíferos, a importação das proteínas para o retículo endoplasmático começa antes que a cadeia peptídica esteja completamente sintetizada – ou seja, ocorre co-traducionalmente. Isto distingue este processo da importação de proteínas para as mitocôndrias, cloroplastos, núcleo e peroxissomos que é pós-traducional e necessita diferentes peptídeos-sinal. Como uma das extremidades da proteína é normalmente transportada para o RE, enquanto o restante da cadeia é sintetizada, a proteína nunca e liberada no citosol e, portanto, nunca corre o risco de assumir sua conformação final antes de atingir a proteína transportadora na membrana. Isto ocorre porque o ribossomo que está sintetizando a proteína está diretamente ligado à membrana do RE . Estes ribossomos ligado a membrana cobrem a superfície do RE, criando regiões denominadas retículo endoplasmático rugoso (RER).

Figura: Retículo Endoplasmático Rugoso

10. Citoesqueleto

Modelo da estrutura do citoesqueleto de uma célula mostrando os diferentes compomentes contidos na matriz citoplasmática.

 

            A capacidade que as células eucarióticas possuem de adotar uma variedade de formas e de executar movimentos coordenados e direcionados depende de uma rede complexa de filamentos de proteínas que se estendem por todo citoplasma. Essa rede é chamada de citoesqueleto embora seja, ao contrário, de um esqueleto ósseo, uma estrutura altamente dinâmica que se reorganiza continuamente sempre que a célula altera a forma, se divide ou responde ao seu ambiente. De fato, o citoesqueleto poderia ser denominado de “citomusculatura”, pois ele é o responsável direto por movimentos tais como deslocamentos das células sobre um substrato, contração muscular e ele também fornece a maquinaria necessária para movimentos intracelulares tais como o transporte de organelas de um lugar a outro no citoplasma e a segregação dos cromossomos na mitose. O citoesqueleto está ausente nas bactérias. O citoesqueleto forma um arcabouço interno para o grande volume do citoplasma, sustentando-o da mesma forma que uma estrutura metálica sustenta um prédio.

As diferentes atividades do citoesqueleto dependem de três diferentes tipos de filamentos protéicos:

  • Filamentos de Actina
  • Microtúbulos
  • Filamentos Intermediários

Figura mostrando os tipos de filamentos protéicos do citoesqueleto.

 

            Cada tipo é formado a partir de uma subunidade protéica diferentes: actina nos filamentos de actina, tubulina nos microtúbulos e uma família de proteínas fibrosas, como vimentina e lâmina nos filamentos intermediários.

           Os microtúbulos são estruturas rígidas que normalmente apresenta uma das estremidades ancorada a um único centro organizador de microtúbulos chamado centrossomo (uma estrutura geralmente localizada ao lado do núcleo próximo do centro da célula) e a outra livre no citoplasma. Em muitas células, os microtúbulos são estruturas altamente dinâmicas que podem aumentar ou diminuir em comprimento pela adição ou perda de subunidades de tubulina. Proteínas motoras se movem de uma direção a outra ao longo dos microtúbulos carregando organelas específicas para os locais pré-determinados dentro da célula. A determinação de polaridade intrínseca de certas células está relacionada com a função mecânica dos microtúbulos. Os microtúbulos são polímeros rígidos formados por moléculas de tubulina na forma de filametos longos e ocos, possuindo diâmetro externo de 25nm e são muito mais rígidos do que os filamentos de actina.

             Os filamentos de actina (também chamados de microfilamentos). São polímeros helicoidais de duas cadeias. São estruturas flexíveis, com diâmetro de 5 a 9nm, organizados na forma de feixes lineares, redes bidimensionais e géis tridimensionais. Embora os filamentos de actina estejam distribuídos por toda a célula, eles estão mais concentrados no córtex logo abaixo da membrana plasmática.Também são estruturas dinâmicas mas, ao contrário dos microtúbulos que são filamentos isolados, se organiza em feixes ou redes. O córtex celular, camada situada logo abaixo da membrana plasmática, é formada por filamentos de actina e por uma variedade de proteínas que se ligam à actina. Esta camada rica em actina controla a forma e os movimentos de superfície da maioria das células animais.

            Os filamentos intermediários são estruturas que proporcionam estabilidade mecânica às células e tecidos. Os filamentos intermediários são plímeros fortes semelhantes a cabos, constituídos de polipeptídios fibrosos que resistem ao estiramenot e desempenham um papel estrutural na célula, mantendo sua integridade. Existe uma grande variedade de tipos que diferem de acordo com o tipo de polipeptídio que os forma. Os filamentos de queratina das células epiteliais, os neurofilamentos das células nervosas, os filamentos gliais dos astrócitos e das células de schwann, os filamentos de desmina das células musculares, os filamentos de vimentina dos fibroblastos e de muitos tipos celulares. As lâminas nucleares que formam a lâmina fibrosa que se estende sob o envelope nuclear constituem uma família a parte de proteínas de filamento intermediário. Os filamentos intermediários são fibras em forma de cordão com diâmetro em torno de 10nm. São formados por um grupo de proteínas que constituem uma grande família de proteínas heterogêneas.

                                                                                          Micrografia eletrônica do citoesqueleto de um fibroblasto de rato mostrando todos os componentes do citoesqueleto: redes de filamentos de actina (mf), microtúbulos (setas), filamentos intermediários (pontas de setas). Barra – 0.5 µm.

11. Cílios e flagelos

 

            As estruturas responsáveis pela mobilidade celular são constituídas por pequenos apêndices, especialmente diferenciados, que variam em número e tamanho. São escassos e longos recebem o nome de flagelos, ao passo que se são numerosos e curtos são denominados cílios. O batimento ciliar é uma forma exaustivamente estudada de movimento celular. Os cílios são apêndices finos, semelhantes a cabelos com O,25 micromêtros de diâmetro, contendo no seu interior um feixe de microtúbulos; estendem-se a partir da superfície de muitos tipos de células e são encontrados na maioria das espécies animais, em muitos protozoários e em algumas plantas inferiores. A função primária dos cílios consiste em movimentar fluido sobre a superfície celular ou deslocar células isoladas através de um fluido. Os protozoários, por exemplo, usam os cílios tanto para coletar partículas de alimento como para locomoção. Nas células epiteliais que revestem o trato respiratório humano, um número gigantesco de cílios (109 /cm2 ou mais) limpam as camadas de muco contendo partículas de poeira e células mortas em direção à boca, onde serão engolidas ou eliminadas. Os cílios também auxiliam no deslocamento do óvulo pelo oviduto e, uma estrutura relacionada, o flagelo, impulsiona os espermatozóides.

Desenho mostrando as diferenças de movimentos entre os cílios e o flagelo.

 

              Áreas ciliadas se curvam em ondas unidirecionais coordenadas (Figure acima). Cada cílio se move com um movimento de chicote: uma batida para frente, na qual o cílio se estende totalmente golpeando o líquido circundante, seguida por uma fase de recuperação, na qual ele retorna a sua posição original com um movimento de enrolamento que minimize o arrasto viscoso. Os ciclos dos cílios adjacentes são quase sincrônicos criando um padrão ondulatório de batimento ciliar que pode ser observado ao microscópio.Os flagelos dos espermatozóides e de muitos protozoários são muito semelhantes aos cílios na sua estrutura interna, mas normalmente são muito mais longos. Ao invés de descreverem movimentos de chicote, se movem em ondas quase-sinusoidais (Figure acima). No entanto, a base molecular para seu movimento é a mesma da dos cílios. Deve ser registrado que os flagelos das bactérias são completamente diferentes dos cílios e flagelos das células eucarióticas. O movimento de um cílio ou de um flagelo é produzido pela curvatura de seu núcleo, chamado axonema. O axonema é composto por microtúbulos e suas proteínas associadas. Os microtúbulos estão modificados e dispostos num padrão, cujo aspecto curioso e diferente foi uma das revelações mais extraordinárias no inicio da microscopia eletrônica: nove microtúbulos duplos especiais estão dispostos formando um anel ao redor de um par de microtúbulos simples (ver figura). Este arranjo de “9 + 2″ é característico de quase todas as formas de cílios ou flagelos eucarióticos- desde protozoários até humanos. Os microtúbulos se estendem de modo contínuo, ao longo do comprimento do axonema que, normalmente possui 10 micrômetros de comprimento, mas, em algumas células, pode alcançar 200 um. Enquanto cada membro do par de microtúbulos individuais (o par central) é um microtúbulo completo, cada um dos pares externos é composto por um microtúbulo completo e outro parcial, mantidos unidos, compartilhando uma parede tubular comum. Em secções transversal, cada microtúbulo completo parece formado por um anel de 13 subunidades enquanto o túbulo incompleto parece possuir somente 11.

 

 

Diagrama das partes constituintes de um cílio ou flagelo.

 

                Os microtúbulos de um axonema estão associados com numerosas proteínas, que se projetam a distancias regulares ao longo do seu comprimento. Algumas servem para manter os feixes de túbulos unidos através de pontes transversais. Outras geram a força que dirige o movimento de curvatura, enquanto outras formam um sistema de revezamento ativado mecanicamente que controle o movimento de modo a produzir a forma da onde desejada. A mais importante dessas proteínas é a dineína ciliar, cujas cabeças interagem com microtúbulos adjacentes e geram uma força de deslizamento entre eles. Devido às múltiplas pontes que mantém unidos os pares de microtúbulos adjacentes, o que seria um movimento de deslizamento entre microtúbulos livres, transforma-se em movimento de curvatura do cílio.

                Tal como a dineína citoplasmática, dineína ciliar possui um domínio motor que hidrolisa ATP e se move ao longo de um microtúbulo na direção de sua extremidade “menos”, e uma cauda que transporte a carga que, neste caso, é um microtúbulo adjacente. A dineína ciliar é consideravelmente maior do que a dineína citoplasmática, tanto no tamanho de sues cadeias pesadas como no número e na complexidade de suas cadeias polipeptídicas. A dineína do flagelo da alga verde unicelular Chlamydomonas, por exemplo, é formada por 2 ou 3 cadeias pesadas (existem múltiplas formas de dineína no flagelo) e por 10 ou mais polipeptídeos menores . Notar (Figura acima) que a cauda da dineína (em vermelho) ciliar liga-se somente ao túbulo A e não ao túbulo B, cuja estrutura é levemente diferente.

 

 Micrografia eletrônica de secções transversal e vertical de um cílio

 

Os flagelos e cílios crescem a partir de Corpúsculos Basais que estão intimamente relacionados com os Centríolos.

               Se os dois flagelos da alga verde Chlamydomonas forem removidos, eles se formam rapidamente de novo por alongamento a partir de estruturas chamadas corpúsculos basais. Os corpúsculos basais possuem a mesma estrutura dos centríolos que são encontrados embutidos no centro dos centrossomos das células animais. De fato, em alguns organismos, os corpúsculos e os centríolos parecem ser funcionalmente inter-conversíveis: por exemplo, durante cada mitose da Chlamydomonas, os flagelos são reabsorvidos e os corpúsculos basais se movem para o interior da célula e inserem-se nos pólos do fuso. Os centríolos e os corpúsculos basais são estruturas cilíndricas, com 0,2 um de largura e 0,4 um de comprimento. Nove grupos de três microtúbulos, fundidos em tripletes, formam a parede do centríolo e cada triplete se inclina para dentro como as lâminas de uma turbine (Ver Figura). Tripletes adjacentes ligam-se ao longo de seu comprimento a intervalos regulares, enquanto tênues raios protéicos podem ser vistos em micrografias eletrônicas irradiando-se para fora de cada triplete a partir de um núcleo central, formando um padrão semelhante a uma rode de carroça (veja Figura). Durante a formação ou a regeneração de um cílio, cada par de microtúbulos do axonema se forma a partir de dois dos microtúbulos do triplete do corpúsculo basal e, desta forma, a simetria característica de 9 elementos é preservada. Não se sabe como o par central se forma no axonema; essa estrutura não é encontrada nos corpúsculos basais.

 

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